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Diálogos com o hibridismo e a acessibilidade

A imagem acima é uma fotografia da obra “Um carvalho”, de Michael Craig-Martin. Muitas vezes, quando alguém se depara com uma obra contemporânea como essa, pensa: até eu podia ter feito isso! Mas a questão é: você fez? E se fez, ela tinha um propósito?

Como dizer que algo não é arte? Preciso entender a arte? Posso considerar arte ruim? Ser relevante politicamente é tão importante quanto ser belo? O que aconteceu para uma exposição ser censurada? Há uma crise na arte? Essas foram algumas das questões levantadas pela palestrante Profa. Ma. Stella Ramos, no quinto encontro presencial do curso Aprendendo com Arte.

Nesse mês aconteceu o módulo sobre Hibridismo nas Artes, que possui um diálogo com a acessibilidade, uma vez que tanto a arte quanto a acessibilidade transitam por linguagens e apropriam-se de suas especificidades potencializando a expressão e a comunicação.

O conceito de hibridismo vem da biologia, na qual duas matrizes se unem. Já nas artes são duas ou mais linguagens que se misturam, criando uma linguagem única. Um exemplo já consagrado disso é o cinema.

Quando hibridismo e acessibilidade forem trabalhados em sala de aula é importante analisar como os alunos veem e pensam o mundo, tendo em vista essa amplitude de percepções e considerando nas escolhas pedagógicas quais linguagens expressivas fazem frente às necessidades educativas dos alunos.

Por conta de nossa herança modernista nos estudos das artes estamos acostumados a categorizar: pintura, escultura, música etc. Entretanto, os limites entre as linguagens muitas vezes não são tão claros, o que pode causar desconforto ou rejeição por falta de familiaridade.

Trabalhar com hibridismo pode provocar diversas reflexões como as que já foram citadas e tantas outras. Essas questões não possuem uma resposta única, mas servem para nos deslocar do lugar de conforto, das nossas certezas cristalizadas.

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