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Mais autonomia para os alunos: projetos na prática escolar

Alunos enfileirados, apenas absorvendo o conhecimento transmitido pelo professor. A cena parece familiar? Esse é um formato tradicional de aula, mas que ainda encontramos na maior parte das escolas, conta a Profª Drª Anamélia Bueno Buoro, palestrante convidada para o quarto módulo do curso Aprendendo com Arte.

Fazendo frente à esse modelo convencional de aula, o quarto módulo – Abordagens de Projetos na Prática Escolar – conta sobre uma sequência didática baseada na metodologia de Antoni Zabala, na qual as temáticas escolhidas para as aulas são sempre trabalhadas por meio de projetos, sendo que as temáticas podem ser negociadas pelos alunos ou sugerida pelo professor.

Um dos primeiros passos para construir um bom projeto é propor que os alunos façam perguntas sobre o tema e ouvir as hipóteses dos próprios alunos a partir das questões colocadas. “Escutar o aluno é muito importante, pois quando escutamos construímos um conhecimento e sabemos de onde o outro vê”, enfatiza Anamélia.

O professor não precisa saber responder todas as questões levantadas. Uma etapa importante da abordagem por projetos é propor uma pesquisa em conjunto com os alunos e depois discutir os resultados e suposições encontrados pela turma.

Anamélia traz diversos exemplos do trabalho com projetos no ensino de artes, contando sobre sua trajetória como professora. Ela cita um episódio em que a temática era o carnaval, por exemplo, e um dos alunos conhecia uma moça que costumava desfilar; depois de trocar ideias com a professora e com os colegas, todos quiseram convidá-la para participar de uma aula, e a passista contou para a turma sua experiência no carnaval.

A contextualização do tema trabalhado, respeitando e incorporando a subjetividade e vivências dos alunos, é fundamental para garantir a diversidade e a participação de todos.

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