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A Perspectiva educativa da cultura visual

O terceiro módulo da formação Aprendendo com Arte começou em junho e o tema da vez é Cultura Visual e Projetos de trabalho. Nos encontros da modalidade semipresencial – em São Paulo, no dia 6, e no Mato Grosso do Sul, dia 9 – os mediadores Cíntia Ruiz, Vinícius Azevedo e Lucina Nobre puderam acompanhar de perto as diferentes propostas práticas relacionadas ao tema.

Mas, afinal de contas, o que é Cultura Visual? É uma perspectiva educativa, que faz parte dos estudos culturais. A Cultura Visual dialoga com as subjetividades e depende do contexto de cada indivíduo. Está presente em referentes visuais diversos, que podem ser desde a Monalisa até uma simples calça jeans.

A história hegemônica da arte é europeia, branca e masculina. Problematizando esse fato, a palestrante convidada para os encontros presenciais, profa. Dra. Mariane Abakerli contou sobre as Guerrilla Girls, um grupo de mulheres artistas que fizeram o seguinte questionamento: as mulheres têm de estar nuas para entrar nos museus dos EUA?

Uma das pesquisas feita pelas Guerrilla Girls em 2010 mostra que menos de 5% dos artistas expostos no Metropolitan Museum of Art eram mulheres, ao passo que 85% dos nus representados eram femininos e todos os 169 artistas expostos eram caucasianos.

Se todos nós somos produtores ativos de cultura, há diversas formas de trabalhar referentes visuais na sala de aula. Explorar a subjetividade dos alunos é uma das formas de iniciar um projeto. Mas o projeto não tem que seguir um passo-a-passo pré-determinado, tudo pode ser usado como ignição, por isso é importante estar atento ao que os alunos expressam na escola.

É normal, é inclusive esperado, que um assunto leve ao outro. Muitas vezes, para explorar o potencial de um referente visual, é bom não saber onde as coisas vão parar. Determinar um fim pode limitar a produção de conhecimento. Pensando assim, um projeto pode durar três meses ou um ano e o caminho depende de você e dos seus alunos.

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