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Aprendendo com Arte termina 2016 costurando os conteúdos trabalhados durante o ano

O sexto e último módulo do curso Aprendendo com Arte aconteceu em outubro e trouxe como tema Arte e horizontes potenciais na escola contemporânea. Os grupos semipresenciais, que todos os meses se encontram em Diadema e Carapicuíba, ambos em São Paulo, tiveram a oportunidade de conversar com a professora Miriam Celeste Martins, que traz uma bagagem muito significativa em arte-educação e é muito reconhecida na área, como pesquisadora e como educadora.

Miriam propôs uma reflexão sobre a importância do fazer artístico como processo, como desenvolvimento de projetos na escola, ao invés de se priorizar na aula de artes um produto final feito pelos alunos. Ela conversou com os professores sobre maneiras de perceber as técnicas e a produção, e chamou a atenção para que a aula de artes não caia em um modelo de sistematização e reprodução de obras.

Os encontros presenciais começaram com um convite que cativou os professores e disparou muita discussão: eles deveriam trazer de casa um objeto de cozinha que de alguma forma os representasse enquanto educadores. Os objetos foram dispostos na sala e os grupos trocaram experiências sobre a relação de cada um com seus alunos e a forma como se percebem dentro da escola.

A curadoria educativa também foi discutida nesse sexto encontro. Tanto para os grupos semipresenciais quanto para os a distância, a intenção era que o último módulo conseguisse amarrar os temas abordados nos módulos anteriores do curso, como o patrimônio cultural. No encontro de Carapicuíba, por exemplo, Miriam mostrou a tese de Ana Carolina Moliterno, que consiste na criação de um jogo sobre a Aldeia de Santa Cruz, localizada na cidade. Os professores se motivaram com a ideia de investigar mais a história local.

Em novembro aconteceram dois encontros de encerramento do projeto, um em Diadema e um para os grupos de Carapicuíba. Esse foi um momento de celebração. Os professores expuseram os projetos em que estavam trabalhando durante o curso e compartilharam com o grupo como foi o processo de criação e qual foi o impacto do curso.

Em Diadema, o encontro de encerramento aconteceu no picadeiro! Um circo-escola recebeu os professores e os projetos trouxeram linguagens diversas, inclusive com performances. Apesar desse ser um momento para se discutir os projetos, ficou bem marcado que aqueles trabalhos não deveriam ser entendidos como produtos finais do curso. O resultado do curso Aprendendo com Arte é o processo de trocas e reflexão pelo qual os professores passaram.

A professora Andrea do Carmo, do grupo de Carapicuíba, que dá aula na EMEF Nai Molina do Amaral, fechou sua apresentação com suas impressões sobre esse processo que viveu nos últimos sete meses: “Eu sinto que ainda estou engatinhando na educação, tenho muito o que aprender ainda – e esse curso agregou muito para minha prática”.

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